Feira Internacional de artes plásticas ArteEuropa - Coimbra
Praça da canção de 1 a 10 de Abril de 2011
Com apresentação de uma nova série em ferro policromado denominado: "Destino Habitado"
terça-feira, 5 de abril de 2011
Escultura de José Coêlho na FIARTE 2011
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Exposição de Esculturas no Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António até 30-11-2010 de José Coelho com o Titulo " Memento Mar Memor"

O tempo é uma das dimensões destas esculturas em ferro de José Coelho: o tempo que passou, o tempo presente, o tempo futuro que cada uma das peças parece permanentemente confrontar.
E o resultado de tudo isto é o sobressalto: a surpresa de acabarmos (cada um de nós) por nos descobrir como participantes deste processo artístico, como se o nosso lugar deixasse de ser espectador e as próprias peças escultóricas fossem, em grande parte, o resultado do modo como o nosso olhar as olha, recentra, desloca.
Nas esculturas que José Coelho nos mostra, numa primeira versão, “chapas moldadas”, recortadas e soldadas (aqui e ali com um leve traço de cor) assumem formas guerreiras, onde o espectador é convidado a “entrar” numa área dimensionada, povoada por esculturas que “parecem” ter um único visitante – em cada um dos lados das esculturas encontram-se pontos de vista únicos que nos relevam figuras humanóides, “gerreiros” que são gerados/reconfigurados por todos os tipos de espectadores que, dobrando o corpo ou espreitando por pequenos orifícios existentes nas esculturas, vão deformando, com o olhar, a distância entre os seus vários elementos formais e consequentemente emitindo novos sentidos. Segundo José Coelho, na génese deste seu trabalho, encontram-se referências a Dionísio, Deus da constelação mitológica grega que afirma o prazer, o informe…,. Esta última referência implica necessariamente o espectador que, desde logo, não procura de forma simples o lugar de quem assiste a um qualquer espectáculo que decorre alheio à sua presença, mas firme em encontrar a posição que lhe dá acesso à descodificação (ao prazer) da anamorfose presente nos guerreiros dionisíacos de José Coelho
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Uma Escultura para a sua santidade o papa Bento XVI na sua Visita a Portugal.
CCB Lisboa 12 Maio de 2010-05-06
Material - Ferro policromado e inox
Dimensões - 950x450 mm
Titulo - Crucificação


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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Esposição em Paris
Estes trabalhos pretendem de uma forma simples homenagear os Autores:
A obra de José Coêlho toca-nos de imediato pelo poder da matéria e audácia da forma.
Entre as margens do Tejo e as do Sena, de Lisboa a Paris, ele povoa a nossa imaginação de personagens tutelares, as ninfas camonianas, e de "Caixas de Memórias"para conservar intactos os nossos sonhos mais íntimos.
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Marcadores: Escultura, exposição, José Coelho, Paris
terça-feira, 21 de abril de 2009
São já cerca de duas dezenas, de obras de escultura em metal do autor em espaço público, de norte a sul de Portugal.
Macedo de Cavaleiros. "Arcos e Cavaleiros". Torres Novas. "Monumento ao Município". Santarém. "Homenagem a Bernardo Santareno". Constância. "Parque de Astronomia. A Grande Maquina do Mundo, homenagem a Os Lusíadas". Chamusca. "Homenagem ao 25 de Abril e ao povo do Arripiado". Alcanena. "A Catedral - 1º Prémio exécuo Semana da Pedra". Riachos. "Homenagem a Manuel Simões Serôdio, fundador do jornal O Riachense". Abrantes. Vialonga. Amadora. Cascais. "Homenagem ao 25 de Abril". Seixal. "Homenagem ao operário siderúrgico". Aljustrel. Oficina das artes-Fórum cultural - "Gerreiros". Vila Real de Santo António. "Arquivo Municipal". Lisboa. "Parque monteiro-mor - Museus nacional do traje e do Teatro". Meda. "Guerreiro e Paveia"
Qualquer pessoa que visite como turista ou crente o Mosteiro de Guadalupe, em Espanha, e que consiga subir ao Camarín da igreja sob comando Franciscano, colocando-se em frente às pinturas de Luca Giordano (escola italiana séc. XVI) tenderá a procurar/perceber com o olhar as formas “alongadas” que se espraiam por entre todas as pinturas, colando-as umas às outras. Precisará, no entanto, de enveredar por uma aventura corporal, nomeadamente em ser capaz de reposicionar, constantemente, o seu corpo face ao espaço de forma a seleccionar o mais possível o local exacto, posição e ângulo que possibilitam visualizar/identificar tudo o que ecoa nas próprias pinturas.
Tradicionalmente, a pintura e a escultura privilegiaram o olho, o olho do artista e também do espectador que se uniam num único ponto de fuga da representação e, exemplos como o de Giordano são capazes de traçar linhas de continuidade com propostas como a de José Coelho, onde o olho acaba por se transformar num corpo que, de forma efectiva, age num espaço e dessa acção faz depender a leitura da própria obra.
Nas esculturas que José Coelho nos mostra, numa primeira versão, “chapas moldadas”, recortadas e soldadas (aqui e ali com um leve traço de cor) assumem formas guerreiras, onde o espectador é convidado a “entrar” numa área dimensionada, povoada por esculturas que “parecem” ter apenas um único visitante - em cada um dos lados das esculturas encontram-se pontos de vista únicos que nos relevam figuras humanóides, “guerreiros” que são gerados /reconfigurados por todos os tipos de espectadores que, dobrando o corpo ou espreitando por pequenos orifícios existentes nas esculturas, vão deformando, com o olhar, a distância entre os seus vários elementos formais e consequentemente emitindo novos sentidos. Segundo José Coelho, na génese deste seu trabalho, encontram-se referências a Dionísio, Deus da constelação mitológica grega que afirma o prazer, o informe..., . Esta última referência implica necessariamente o espectador que, desde logo, não procura de forma simples o lugar de quem assiste a um qualquer espectáculo que decorre alheio à sua presença, mas firme em encontrar a posição que lhe dá acesso à descodificação (ao prazer) da anamorfose presente nos guerreiros dionisíacos de José Coêlho.
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
O Homem Em Paixão em Imagens
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José Coêlho
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Marcadores: Escultura, Homem, José Coelho, Paixão, Riachos
O Homem em Paixão
de José Coêlho
O HOMEM EM PAIXÃO
Expressões de Espiritualidade
O meu primeiro contacto com a obra de José Coelho aconteceu quando cheguei como Pároco a Riachos! Passei pelo cruzeiro evocativo da lenda do “Achamento do Senhor Jesus dos Lavradores” colocado num canteiro do adro da Igreja Paroquial.
Algum tempo depois, tomei contacto com uma escultura a que José Coelho deu o nome, “Ressuscitei”. Traços estilizados, sugerindo a silhueta da Pietá. Do chão irrompe, na vertical, um tubo largo contendo no seu interior três varas de tamanho diferente.
Torna-se evidente que Coelho pretendeu, a seu jeito, representar o acontecimento da Ressurreição. É a materialização artística do acontecimento que S. Paulo descreve como o cerne da fé cristã: “Cristo morreu pelos nossos pecados; foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia e apareceu a Pedro e depois aos Doze”.
Esta escultura foi executada para o Congresso sobre a Evangelização realizado em Lisboa em 2005.
Após o Congresso, José Coelho tem mantido a peça no interior da Igreja Paroquial.
Por ocasião da Festa da Bênção do Gado 2008, por sugestão, e, a seu pedido, José Coelho enriqueceu a área verde do adro da Paroquial com várias peças com diferentes denominações, todas elas, através de símbolos, apontam para situações em que manifestações de espiritualidade são uma constante. O “sofrimento humano”, “a máquina do tempo”, um “Ecce Homo”, “ paixão”, “vencer”, etc., são ideias concretizadas em material comum - o ferro – que precisamos de saber ler para compreender.
No Natal de 2008 José Coelho executou o “seu presépio” que colocou no adro, completando um conjunto de obras.
Na Páscoa de 2009, José Coelho retoma a temática da “paixão e libertação” concretizada em peças mais explícitas de Cristos crucificados, e numa obra especialmente feita para o Município de Meda a que deu o título de “Guerreiros e Paveias”. Com esta peça faz a aproximação entre “paveia” termo mais utilizado no Ribatejo e “meda”, termo mais usado Beira - vocábulos com o mesmo significado linguístico - conjunto de trigo ceifado pronto para a debulha.
Atrevo-me, também eu, a fazer uma aproximação com o que S. João diz a respeito do “Mistério Pascal”: “se o grão de trigo lançado à terra não morrer ficará só, mas, se morrer dará muito fruto”, da morte nasce vida nova!
José Coelho quis dar-nos o privilégio de expor, pela primeira vez, esta peça no adro da nossa Igreja. Em Maio viajará para Meda.
“Expressões de espiritualidade”!
A propósito da dimensão espiritual do homem, os bispos franceses em documento recente, advertem que “a economia e o trabalho não podem ter a última palavra na vida social”. A propósito, defendem o descanso dominical como uma forma de podermos usufruir dos bens do espírito. A arte, as expressões do belo, contribuem para a humanização da vida.
No diálogo com José Coelho encontramos esta preocupação de a tudo dar um sentido.
No forte emaranhado das suas ideias, expressões, e palavras, podemos encontrar esta outra dimensão do Homem. O olhar para lá do ferro!
Afirma-se com alguma frequência que o século 21, será o século da espiritualidade.
Edith Stein disse um dia que, quem procura sincera e apaixonadamente a verdade está no caminho de Cristo.
É importante que no diálogo com José Coelho sejamos capazes de encontrar a chave de leitura da sua obra. Ele conhece a sua génese, e a partir dessa ideia inicial, abre-nos a porta para outras leituras possíveis e legítimas.
Fernando Augusto.
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José Coêlho
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